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dia 15 de abril o presidente da República, Luiz Inácio Lula
da Silva, assinou o decreto de homologação da Terra Indígena
Raposa Serra do Sol, em Roraima, com uma extensão de 1,7 milhão
de hectares. A área é habitada por 16.484 mil índios
que ocupam 164 aldeias, atendendo a uma reivindicação de
mais de 30 anos dos povos indígenas Macuxi, Wapixana, Patamona,
Ingaricó, Taurepang.
A assinatura da homologação foi possível depois que
o Supremo Tribunal Federal julgou favorável aos povos indígenas,
derrubando ações judiciais que pretendiam anular a demarcação
realizada em 1998, pelo ex-ministro da Justiça da Justiça,
Renan Calheiros, no então governo de Fernando Henrique Cardoso.
Depois que Lula assinou o decreto de homologação já
se ouviu de tudo em Roraima: que o mapa do estado ficou menor; que o Governo
Americano vai instalar bases militares na região; que a maioria
dos índios não quer viver naquela terra; que vai haver derramamento
de sangue etc. A quem interessa todas essas notícias? Leia o nosso
informe sobre a homologação da Raposa Serra do Sol e o pacote
de medidas adotadas pelo Governo Federal. Depois tire as suas próprias
conclusões.
Registros
mostram que índios vivem na região há quatro mil
anos
A
homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol
reconhece oficialmente a posse da terra para índios que viviam
na região há cerca de quatro séculos, conforme os
registros arqueológicos. As características da língua
revelam, por sua vez, origens ainda mais antigas. Os índios de
Roraima seriam descendentes de povos caribenhos, há quatro mil
anos no continente americano.
“A ocupação da região atual pelos índios
é imemorial. Alguns registros permanecem de forma figurada na tradição
oral, nos mitos e lendas da tribo”, afirma o professor de Antropologia
e Etnologia da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) Dr.
Paulo Santilli, que há 20 anos pesquisa os índios da região.
Contatos - Os estudos do professor revelam múltiplos contatos das
comunidades indígenas, desde a colonização, com holandeses,
ingleses, espanhóis e portugueses. Mas foram os portugueses que
lograram o domínio do Vale do Rio Branco, com a construção
do Forte São Joaquim, em 1775. Em torno do Forte, foram criados
aldeamentos onde os índios eram confinados, atraídos por
presentes ou mesmo à força.
O Forte Militar tinha posição estratégica na nascente
do rio Branco, na confluência dos rios Uraricoera e Tacutu. Dessa
forma os portugueses mantinham o controle do acesso dos espanhóis
vindos da Venezuela e dos ingleses e holandeses vindos das Guianas.
Além da ocupação de caráter estratégico
militar com a construção do Forte São Joaquim e dos
aldeamentos, a pecuária extensiva também foi incentivada
pela Coroa Portuguesa e depois pelo governo Republicano e incidiu diretamente
sobre a terra que hoje é Raposa Serra do Sol. Os índios
nunca foram consultados sobre esses projetos de ocupação.
Com o fechamento do garimpo na reserva Yanomami, uma leva de garimpeiros
invadiu a Raposa Serra do Sol em meados dos anos 1990, levando a degradação
ambiental, poluição dos rios e epidemias, por exemplo, a
malária.
Os últimos a chegarem foram os arrozeiros por volta de 1994/96,
ou seja, há 10 anos. Como nos primeiros anos da colonização,
eles também foram incentivados para ocupar o território
indígena. Os rizicultores se fixaram depois que a identificação
já estava feita, mesmo assim, receberam financiamento estatal para
permanecer na região.
Cem
anos de disputa política e jurídica
Há
quase um século que o Estado Brasileiro reconhece que a confluência
dos rios Surumu, Cotingo e Maú é habitada pelos índios
Macuxi e Jaricuna. O primeiro ato de reconhecimento foi editado quando
Roraima ainda era município do Amazonas, através da Lei
Estadual Nº 941 de 1917, que destinava aquelas terras para a ocupação
e usufruto dos indígenas. O SPI (Serviço de Proteção
ao Índio) chegou a iniciar a demarcação física
da área, mas não conseguiu concluir o trabalho.
O processo legal de reconhecimento levou quase cem anos para ser concluído,
com a homologação pelo presidente Lula. Durante esses anos
todos, vários Grupos de Trabalho foram formados e por pressão
regional não conseguiram apresentar dados conclusivos.
Mas um fato inusitado mudaria a trajetória de usurpação
das terras que hoje é conhecida e reconhecida como Raposa Serra
do Sol: os índios decidiram se organizar. Quem se surpreende hoje
com a vitória indígena, esquece ou não sabe que desde
a década de 1970 eles estão unidos e decididos a reconquistar
essa região.
É importante saber que em 1993 a área foi identificada por
estudos de um Grupo Técnico composto por profissionais de diversas
áreas. E que, em 1996, através do Decreto 1775, todas as
pessoas atingidas na portaria de identificação puderem recorrer,
com base no Direito ao Contraditório, contra a demarcação.
Foram mais de 700 recursos, mas a Justiça julgou todos improcedentes,
por que é impossível negar que os indígenas não
viviam ali antes da chegada dos ‘brancos’.
Depois de garantido o direito ao contraditório, o Ministro da Justiça,
Renan Calheiros, assinou a portaria 820/1998, demarcando em área
contínua a Raposa Serra do Sol. Mais de uma dezena de batalhas
jurídicas foi travada a partir de então. No Superior Tribunal
de Justiça – STJ, o Governo do Estado conseguiu, em 1999,
um Mandato de Segurança anulando parcialmente a portaria. No ano
2002, o processo foi arquivado sem julgamento do mérito.
Em março de 2004, uma Ação Popular conseguiu na Justiça
Federal de Roraima anular, por meio de Liminar, os efeitos da Portaria.
Por conseguinte o Tribunal Regional da 1ª Região, o STJ e
Supremo Tribunal Federal mantiveram a Liminar.
Nesse momento foi decisiva a atuação do Ministério
Público Federal, o Fiscal da Lei, atuando em favor dos indígenas.
Argumentando “Conflitos Federativos”, ou seja, matéria
constitucional, a Procuradoria Geral da República, pediu que o
processo fosse julgado pela Suprema Corte. O pedido foi aceito, mas as
Liminares não foram derrubadas.
Em dezembro de 2004, o Ministro do STF Carlos Aires de Brito, tornou sem
efeito todas as Liminares e o presidente da República decidiu homologar.
Em janeiro de 2005, um senador de Roraima, impetrou uma Ação
Cautelar e conseguiu anular - novamente no Supremo - a portaria 820/1998.
Homologação reforça segurança
nacional
Quem
conhece a história de Roraima sabe que os povos indígenas
foram fundamentais para a garantia desse território para o Brasil.
O maior argumento para consolidar o domínio português e depois
republicano nessa região foi o de que aqui era Brasil porque os
índios falavam a língua portuguesa e faziam comércio
com os portugueses em detrimento dos ingleses e holandeses. Esses registros
históricos podem ser confirmados no livro “Muralhas dos Sertões”,
um clássico sobre a história colonial do vale do Rio Branco,
de autoria Nádia Farage.
Com a homologação, as Forças Armadas vão fazer
a segurança das nossas fronteiras junto com os povos indígenas.
Continuará o trabalho dos Pelotões de Fronteira de Uiramutã,
Pacaraima, Auaris e Surucucus e os Batalhões de Bonfim e Normandia.
A presença militar, numa conduta respeitosa com os indígenas,
vai também ajudar a desenvolver a região, além de
favorecer o atendimento à saúde e à educação
nas áreas.
No caso da homologação, os indígenas terão
apenas o direito à posse e ao usufruto exclusivo da área.
A propriedade das terras é da República Federativa do Brasil
e as Forças Armadas poderão ser requisitadas sempre que
necessário para defender o território nacional.
As Forças Armadas poderão, inclusive, contar com os povos
indígenas para defender a soberania brasileira. Hoje, os próprios
índios afirmam com ênfase que são brasileiros.
Julgamento
favorável aos indígenas
Num ato compassado, o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, ratificou com ressalvas a portaria 820/1998. Com isso assinou
outra portaria, a de nº 534/2005. Com essa medida, a Ação
Judicial contra a portaria 820 perdeu o sentido (ou o objeto como se diz
na linguagem jurídica), pois ela deixou de existir quando foi revogada.
Esse foi o entendimento do Supremo no dia 13 de abril de 2005. O STF mandou
arquivar o processo.
As ressalvas do Ministério da Justiça foram: excluir da
área o núcleo urbano da sede do município de Uiramutã,
instalações públicas, linha de transmissão
de energia e rodovias. Sem impedimento legal, o presidente Lula assinou
o decreto de homologação no dia 15 de abril de 2005, acrescentando
mais uma ressalva: decidiu pela gestão compartilhada do Parque
Nacional Monte Roraima que está dentro da Raposa Serra do Sol.
No mesmo sentido, Lula assinou um pacote de medidas para viabilizar o
desenvolvimento econômico e social de Roraima.
Apenas
oito arrozeiros controlam reserva
Uma
matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, do dia 26
de abril de 2005 revela o que está por traz dos protestos contra
a homologação: o poder do latifúndio. De acordo com
o jornal, um laudo elaborado por técnicos do Incra, que integrou
o Grupo de Trabalho Interministerial, composto em 2004, aponta que a produção
de arroz na região da terra indígena Raposa Serra do Sol,
em Roraima, se concentra nas mãos de apenas oito fazendeiros.
O laudo foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Interministerial em 2004,
durante as discussões sobre a homologação e serviu
para referendar a decisão do governo federal. Os técnicos
do órgão afirmam que foram identificadas e vistoriadas 18
propriedades, das quais 14 possuíam lavouras de arroz. Dessas 14,
apenas duas realizam duas safras anuais, e todas estão nas mãos
de apenas oito grandes produtores do Estado.
“O arrendamento de terras para o cultivo de arroz é uma prática
comum nos imóveis contidos nas áreas de várzeas,
permitindo uma ampliação da área cultivada por empresários
mais capitalizados”, diz o relatório.
O Incra aponta que as propriedades avançam num espaço de
58.241 hectares nos limites da reserva. A maior parte dos terrenos, entretanto,
não é usada para o cultivo de arroz (14.981 ha), mas serve
para pecuária (43.981 ha).
Além disso, conforme o Incra, as fazendas têm problemas fundiários:
das 18, apenas cinco são tituladas pelo órgão. As
demais são de “livre ocupação”.
A matéria da Folha de São Paulo destaca que as duas principais
produtoras de arroz, conforme o relatório, são as fazendas
Depósito e Providência, com 9.200 hectares, cujo proprietário
é o prefeito de Pacaraima, Paulo César Justo Quartiero (PDT).
Ambas não possuem regularização fundiária.
“Conclui-se que é perfeitamente viável a transferência
das lavouras desenvolvidas na área para outras várzeas localizadas
na mesma região, sem que isso caracterize prejuízo ou mesmo
perda da produtividade por parte dos envolvidos”, cita laudo do
Grupo Interministerial.
Arrozeiros
estão isentos de impostos até 2018
Poucas pessoas em Roraima
sabem que os arrozeiros estão isentos de pagar impostos à
receita estadual até o ano 2018. Essa isenção foi
aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada através
da Lei 215 de 11 de setembro de 1998, pelo governador da época,
Neudo Campos.
A Lei 215/1998 dispõe sobre o incentivo fiscal para os empreendimentos
agropecuários participantes do Projeto Integrado de Exploração
Agropecuária e Agro-industrial do Estado de Roraima, que conforme
o artigo primeiro, “ficarão isentos de tributos previsto
na competência deste Esatdo até o exercício financeiro
de 1018”.
O suposto objetivo da Lei é, de acordo como o seu artigo segundo,
incentivar o “incremento de empregos; níveis crescentes de
produtividade; reinvestimentos de lucros no Estado e investimento na formação
e capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento
tecnológico da região”.
No dia 27 de março de 2001, o ex-governador Neudo Campos, ampliou
os benefícios aos produtores, com a sanção a Lei
283, concedendo “isenção e crédito resumido
de ICMS aos produtores agrícolas em estado natural”.
21
índios foram assassinados no conflito pela posse da terra
Desde
os anos 1970, já foram mortos 21 indígenas em conflitos
fundiários pela Raposa Serra do Sol. Há na Justiça
Federal e Estadual, centenas de processos referentes aos casos de malocas
destruídas, índios e índias agredidos fisicamente
ou ameaçados de morte.
A última morte foi a do Macuxi Aldo da Silva Mota, em janeiro de
2003. O laudo do IML de Brasília concluiu que ele foi executado
com um tiro no peito enquanto estava com os braços levantados e
possivelmente ajoelhado, pois o tiro foi disparado de cima para baixo.
Depois de executado ele foi enterrado numa cova rasa na fazenda Retiro,
próxima a Vila do Mutum, no município de Uiramutã.
Inexplicavelmente, o IML de Boa Vista atestou morte por “causa natural
e indeterminada”.
Os acusados pela morte de Aldo Macuxi foram um fazendeiro, que é
ex-vereador em Uiramutã e seus dois empregados. Ambos foram pronunciados
ao Tribunal do Júri Federal, mas aguardam o julgamento em liberdade.
Jamais os assassinos de indígenas foram punidos, fato que leva
alguns juristas a crerem que “em Roraima matar índio não
é crime”.
Luto
decretado pelo Estado afronta Constituição
O governador de Roraima, Ottomar Pinto (PTB), decretou luto oficial de
sete dias no estado depois da regularização da terra indígena
Raposa Serra do Sol. No decreto, Ottomar questiona a Portaria 534, do
Ministério da Justiça, que estabeleceu novas regras para
a demarcação da reserva em área contínua.
“Existe hoje no nosso estado um sentimento de pesar. Nos sentimos
como se um pedaço de nós fosse retirado. Os carros andam
com bandeira de luto, na praça do centro cívico velas ficaram
acesas a noite inteira”, justifica o governador de Roraima.
O Luto foi questionado pelo Ministério Público Federal que
enviou ofício dando o prazo de uma hora para que os órgãos
federais colocassem a bandeira nacional corretamente. Segundo o MPF o
símbolo nacional não pode ser usado para fazer política,
muito menos para espalhar o preconceito contra os indígenas.
O luto foi ato ilegal do governador, pois não havia nenhum morto
que tivesse prestado relevante serviço ao estado de Roraima, conforme
determina a lei para esse tipo de medida. Para as organizações
indígenas o luto oficial foi um ato populista do governador para
ficar bem perante setores da sociedade local que se posiciona contrária
aos direitos indígenas.
No decreto em que estabelece o luto, Ottomar afirma que a portaria ministerial
fere o pacto federativo, impede o trabalho de empresários que atuam
nas áreas periféricas da reserva, limita o direito de ir
e vir do cidadão não índio, além de agredir
“o sentimento nativista dos brasileiros de Roraima, projetando mágoas
e ressentimentos na população”.
Regularização
fundiária vai beneficiar trabalhadores
O pacote de medidas
decretado pelo governo Lula prevê atenção especial
aos trabalhadores da agricultura familiar, com imediata regularização
fundiária de 10 mil propriedades rurais. Praticamente todos aqueles
que vivem no campo serão atendidos pelo governo federal e poderão,
inclusive, com a titulação da terra, obter financiamento
para a produção nas colônias.
O Governo Federal anunciou ações para que nenhum agricultor
sofra prejuízos. O Incra – Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária será o órgão responsável
pelo assentamento de 400 famílias que forem indenizadas da Raposa
Serra do Sol ou as que já tiveram que sair das terras indígenas.
A regularização das terras configura-se em fator essencial
para que os trabalhadores possam contrair empréstimos junto aos
bancos oficiais, e, a partir desse crédito, ter condições
de investir na agricultura e na pecuária.
O pacote determina ainda a instalação de pólos de
produção agropecuária em Roraima, com incentivos
do Governo Federal para médios e grandes produtores. Isso vai gerar
empregos diretos para muitas famílias que vivem no campo. Serão
destinados nada menos que 150 mil hectares de terras para esse pólo,
uma iniciativa pioneira em Roraima.
O governo vai indenizar os produtores de arroz que estão ilegalmente
nas terras da União há cerca de 10 anos. Eles terão
uma gorda indenização, o prazo de um ano para serem removidos
e ainda serão reassentados no pólo de produção.
Será ainda permitida a colheita de toda a safra.
Junto com a homologação foram adotadas algumas medidas que
efetivamente trarão o progresso para o Estado, contrariando o discurso
derrotista e até terrorista, patrocinado por pessoas que nunca
demonstraram ter preocupação com o crescimento de Roraima.
O Governo Federal vai também promover a educação,
saúde, saneamento básico nos municípios, plano de
gestão ambiental e o desenvolvimento do ecoturismo em nossa região.
Veja o Pacote na íntegra:
PACOTE DE MEDIDAS
Homologação da demarcação da terra indígena
Raposa Serra do Sol
· Criação do Comitê Gestor para coordenar a
implementação das ações federais em Roraima
e elaborar Plano para o Desenvolvimento Sustentável do Estado (imediato)
Ministério da Justiça
· Portaria de demarcação da terra indígena
Raposa Serra do Sol
MDA/Incra e Governo do Estado
· Concessão de 150.000 hectares de terras da União
para a implementação de Pólos de Desenvolvimento
Agropecuário no Estado de Roraima (em 2005)
MDA/Incra
· Assentamento das famílias transferidas das reservas indígenas
(em 2005)
· Georeferenciamento e Regularização Fundiária
de Imóveis Rurais (em 2005)
· Estabelecer no prazo de 60 dias as regras para a regularização
fundiária de terras ocupadas da União com mais de 100 hectares
Funai/Ministério da Justiça
· Plano de transferência de ocupantes não-índios
da terra indígena Raposa Serra do Sol (até abril de 2006)
· Conclusão da regularização fundiária
das terras indígenas existentes no território de Roraima
(até abril de 2006)
MEC/Funai
· Apoio à formação de professores para atuar
em escolas indígenas (execução após assinatura
de convênio, a partir de 2005)
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
· Instalação da Gerência Regional da Secretaria
de Patrimônio da União no Estado de Roraima para garantir
a regularização da ocupação de imóveis
nesta unidade federativa (até abril de 2005)
· Convênio de cooperação técnica entre
União e Estado de Roraima para regularização dos
imóveis urbanos da União naquele Estado (prazo de duração
do convênio: 60 meses)
Ministério da Saúde/Funasa
· Manutenção e ampliação de equipes
multiprofissionais de Saúde Indígena no Estado, para garantir
atenção integral nas aldeias.
· Implantação de Sistemas de Abastecimento de Água
e melhoria de 12 Postos de Saúde e da Casa da Saúde Indígena
(execução imediata)
· Implantação de Sistemas de Saneamento Ambiental
para áreas indígenas (imediato)
· Implantação de Sistemas de Saneamento Ambiental
para municípios, através de convênios com prefeituras,
garantindo acesso à água potável e destino adequado
de resíduos sólidos para municípios com menos de
30 mil habitantes
Ministério do Meio Ambiente
· Implantação, em 2005, do pólo Proambiente,
com o objetivo de construir um novo modelo de Agricultura Familiar que
considere a geração de renda associada à valorização
dos serviços ambientais
· Implantação do Projeto para Alternativas ao Desmatamento
e Queimadas, para apoiar ações de produção
e capacitação na Agricultura Familiar, com a divulgação
dos editais a partir de maio de 2005
· Assinatura de convênio entre Ministério do Meio
Ambiente e Fundação do Meio Ambiente, do Estado de Roraima,
para a elaboração de Gestão Ambiental do Estado
Ministério do Meio Ambiente e Ministério do Turismo
· Realização de pesquisa no Estado para a elaboração
de uma estratégia de Turismo Sustentável para Amazônia
Legal
· Cursos de capacitação em Ecoturismo, como alternativa
de desenvolvimento do Estado (primeiro semestre de 2005)
Informe
produzido em abril de 2005 pelo Grupo Acontecer
Comitê Editorial: Alberto Chirone, André Vasconcelos,
Andréa F. Vasconcelos, Osvaldo Rodrigues (Vavá), Jorge
Schwinden, Luiz Fernando, José da Guia Marques, Júlio
de Souza, Valdir Benício.
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