A
aliança entre povos indígenas, trabalhadores
e trabalhadoras do campo e da cidade favoreceu a
construção de uma nova realidade.
A sociedade, mais unida e organizada, passou a exercer
a cidadania, lutando pelo reconhecimento dos direitos,
enfrentando os poderes oligárquicos, denunciando
a corrupção e a impunidade e cobrando
dos governantes ética política e retidão
no exercício dos mandatos que pelo povo lhes
foram conferidos. |
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A
união entre indígenas, agricultores
e trabalhadores da cidade se dá através
do diálogo, da identificação
de desafios e problemas comuns e da partilha de
experiências, que acontecem durante os Intercâmbios
de Solidariedade promovidos alternadamente nas aldeias
(realidade indígena), nas vicinais (realidade
rural) e na capital, Boa Vista (realidade urbana) |
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UM
MOVIMENTO PELA VIDA,
CIDADANIA E JUSTIÇA SOCIAL
Cansados
de serem submetidos, ao longo dos anos, ao abandono e
exclusão social, agricultores, indígenas,
trabalhadores e trabalhadoras da cidade decidiram se unir
em torno de um movimento comum para reverter esta situação.
Nasceu
assim a Campanha Nós Existimos: uma iniciativa
dos movimentos populares visando promover, através
de ações concretas, a união e o
fortalecimento dos três segmentos sociais, no
resgate da cidadania, pautada no desenvolvimento sustentável
e na justiça social. A iniciativa foi apoiada
por organizações sociais, ambientalistas,
sindicatos, pastorais e acolhido no seio da Diocese
de Roraima.
O
Nós Existimos foi lançado inicialmente
como Campanha, em janeiro de 2003, no Portal da CUT,
durante o 3° Fórum Social Mundial, em Porto
Alegre, sob o lema “Unidos pela Vida e Contra
a Impunidade”. O então bispo de Roraima,
Dom Apparecido José Dias, já falecido,
lançou oficialmente a campanha no Estado em 18
de março do mesmo ano, durante cerimônia
que contou com a participação de Presidente
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
Dom Jaime Henrique Chemello.
A
Campanha cresceu e se solidificou, transformando-se
em Movimento. Hoje representa uma alternativa real na
luta contra situações de injustiça
social, corrupção, marginalização
e preconceito, às quais ainda é submetido
o povo de Roraima.
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