| |
|
Povos
Indígenas
|
| |
| 53.167
indígenas distribuídos pelas etnias Macuxi,
Wapichana, Ingaricó, Yanomami, Waimiri-Atroari, Wai-Wai,
Taurepang, Patamona, Yekuana, Sapará. Essa é
a população atual de indígenas no Estado
de Roraima.
|
|
Historicamente
perseguidos, capturados, subjugados, expulsos das terras de
direito e dizimados desde o início do processo de colonização,
os povos indígenas continuam hoje buscando junto à
sociedade nacional e internacional o respeito e o reconhecimento
dos direitos, conforme estabelecido na Constituição
Federal de 1988.
Os povos
indígenas praticam e propõem modelos de produção
e relação social incompreendidos pelas elites
de Roraima, pois trabalham a terra comunitariamente, de
modo sustentável e ecologicamente integrado, visando
o desenvolvimento e bem-estar das comunidades em harmonia
com a natureza.
Temendo
perder a hegemonia econômica com a homologação
das terras indígenas demarcadas, as quais ocupam atualmente,
as oligarquias latifundiárias e políticas, fazendeiros
e arrozeiros, promovem todo tipo de campanha anti-indígena,
ignorando os direitos do índio à terra e impedindo
que estes desenvolvam atividades de produção
e preservação das origens culturais, sociais
e religiosas.
Em nome da defesa dos interesses próprios, estes grupos
instigam conflitos, praticam crimes, queimam malocas, torturam,
seqüestram, matam. E difundem a imagem do índio
como um ser preguiçoso, incapaz de produzir, e que
impede o desenvolvimento de Roraima.
Em 15 de abril de 2005, o Presidente Luiz Inácio Lula
da Silva assinou o decreto de homologação da
Terra Indigena Raposa Serra do Sol, reconhecendo o direito
constitucional dos povos Macuxi, Wapichana, Ingaricó,
Taurepang e Patamona, habitantes ancestrais daquele chão.
Até hoje, 2008, apenas os brancos moradores de vilas
e comunidades dentro dessa região foram retirados.
Um grupo de cinco arrozeiros está resistindo ao processo
de desintrusão e cobram da Justiça o direito
de continuar produzindo em terras indígenas já
homologadas.
|
| |
|
|
|
|
|