Nome
Científico: Acacia mangium
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Mimosaceae
Acacia mangium Willd.
Nome comum: acácia-australiana (Português);
forest mangrove (Inglês); mangium wattle (Inglês)
Descrição
morfofisiológica:
Árvore perenifólia, de 10-15m de altura, de
tronco ereto, cinza-pardo, com casca pouco salinte e levemente
sulcado longitudinalmente. Ramificação fina,
horizontal, espaçada, formando copa ovalada com folhagem
densa. Folhas simpla, alternas, em ramos verdes, alados,
dispostos espiriladamente, ovalado-lanceoladas ou ovalado-alongadas,
largas, coriáceas, de pecíolo curto, ápice
alongado, com nervuras salientes partindo da base, de 12-18cm
de comprimento. As folhas são filódios permanentes
que não evoluíram, não dando origem
às folhas verdadeiras que deveriam ser pinadas. Inflorescências
brancas, axilares, sem atrativo ornamental, com flores globulares
brancas e estames numerosos. Frutos do tipo vagem, espiralados
ou torcidos, marrons, curtos, deiscentes, com sementes pretas,
pequenas, pendentes na vagem por um filamento amarelo, formadas
de setembro a novembro.
Dispersão: Ornitocórica
Vetor de Dispersão: Humano
Reprodução: Sementes
Forma biológica: Arbórea
Introdução:
Projetos das empresas International Paper e Icomi (hoje,
a Icomi já não está mais no estado),
desde a década de 70, onde uma grande área
foi desmatada para dar lugar às plantações
da International Paper, que comprou todas as terras e hoje
detém a posse de todas as áreas que pertenceram
a outras empresas no passado.
Causa da introdução: por
interesse florestal
Forma: Voluntária
Local: Amapá Data: 1970 / Maranhão 1994 /
Roraima 1998
Uso
econômico:
Recomendada para fins paisagísticos devido apresentar
copa densa e elegante. É adequada para arborização
urbana e rural, bem como para reflorestamentos destinados
para produção de lenha.
Impactos ecológicos:
Ocupação do espaço de espécies
nativas. Por alelopatia pode impedir a germinação
de outras espécies. Risco de impacto sobre o equilíbrio
hídrico, especialmente em caso de invasão
em ambientes ciliares.
Controle mecânico:
O controle físico é eficaz quando se realiza
o corte das árvores no colo (transição
raiz - caule), preferencialmente deixando o toco enterrado
para inibir a rebrotação.
Controle químico:
TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO
DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS,
SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO
CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.
O tratamento químico para eliminação
de árvores em pé consiste em realizar cortes
sucessivos e intercalados com uma machadinha na base do
tronco, com diferença de 10 cm de altura, ao redor
de todo o tronco. Deve-se aplicar glifosato diluído
a 2% em água a cada corte, no momento em que é
feito, um a um. Quanto menor o tempo entre o corte e a aplicação
do produto, maior a eficiência do resultado. Em caso
de remoção das árvores para uso ou
venda da madeira, o controle químico é fundamental
e precisa ser realizado no momento do corte. É necessária
a aplicação direta de herbicida nos tocos
para evitar a geração de rebrotas, que em
geral dificultam e oneram o controle posterior. Para tanto,
para ter maior eficiência, o herbicida precisa ser
aplicado imediatamente após o corte, em questão
de segundos. O produto mais utilizado é Garlon IV,
produto à base de triclopir, em concentração
de 80% diluído em óleo diesel (20%), aplicado
com pincel diretamente sobre o toco. Caso não encontre
Garlon, utilize Tordon a uma concentração
de 7% diluído em água, aplicando com pincel
e sem fazer escorrimento para as laterais do toco. Se ainda
assim houver rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas
quando atingirem 15 a 30 cm de altura através de
pulverização nas folhas, com glifosato diluído
em água a 2%. A aplicação deve ser
realizada com equipamento de segurança, com pulverizador
de bom desempenho e precisão, sem vazamentos, e em
dias sem vento para evitar impactos paralelos sobre outras
espécies, solo ou água. O tratamento precisa
ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem a altura
indicada. É fundamental que se realize acompanhamento
posterior com ações de remoção
de plântulas nascidas do banco de sementes, que têm
longa viabilidade no solo.
Área de distribuição onde a
espécie é nativa:
Malásia, Austrália, Ilhas Molucas, Papua Nova-Guiné,
Indonésia.
Área de invasão em Roraima:
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Alto Alegre
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Amajari
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Boa Vista
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Bonfim
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Savana (Cerrado)
Localidade: Fazendas Jacitara, Santa Cecília, Serra
da Lua
Município: Cantá
Situação populacional: Estabelecida
Descrição da invasão: Nos municípios
de Cantá e Mucajaí foi feito um plantio de
9.000 hectares, nas fazendas Jacitara, Santa Cecília
e Serra da Lua. O governo do estado também promoveu
a espécie distribuindo milhares de mudas para a população
e plantando na maioria das escolas
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Cantá
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Mucajaí
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Ambiente: Savana (Cerrado)
Localidade: Fazendas Jacitara, Santa Cecília, Serra
da Lua
Município: Mucajaí
Situação populacional: Estabelecida
Descrição da invasão: Nos municípios
de Cantá e Mucajaí foi feito um plantio de
9.000 hectares, nas fazendas Jacitara, Santa Cecília
e Serra da Lua. O governo do estado também promoveu
a espécie distribuindo milhares de mudas para a população
e plantando na maioria das escolas
Ambiente: Áreas de Tensão Ecológica
- Savana - Floresta Ombrófila
Localidade: Plantios florestais
Município: Rorainópolis / Roraima
Situação populacional: Contida
Descrição da invasão: Plantios de reflorestamento,
plantios para pasta de celulose e paisagismo (próximo
a residências).
Bibliografia:
Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel, R, Análise
da Colonização Vegetal Espontânea em
Ambientes Modificados por Medidas Físicas na Recuperação
de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,
http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf
Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román,
L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela,
Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001.