Trabalhadores(as) do Campo
 
Não muito diferente à questão indígena, os colonos do Estado de Roraima sofrem com a falta de assistência dos governos. Enquanto isso, anos atrás, o Governo do Estado ofereceu incentivos fiscais para se plantar milhares de hectares de acácia mangium para a produção de pasta base de celulose em Roraima.

Da mesma forma sete plantadores de arroz irrigado obtiveram incentivos para cultivar gigantescas lavouras dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, como a isenção fiscal de impostos sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) até o ano de 2018.

No cultivo da acácia, do arroz ou da soja, a pretensão é de se plantar lavouras pelos milhares de hectares do lavrado, o que torna perceptível o incentivo ao latifúndio e à monocultura, causando danos ambientais irreversíveis.

Abandonados à própria sorte, os agricultores familiares de Roraima, sem apoio para produzir, sobrevivem nos assentamentos da reforma agrária e da colonização, sem poder escoar ou comercializar o pouco que produzem.

Em especial constata-se a realidade dos trabalhadores da colonização, que sequer recebem do Governo Federal o pequeno reconhecimento ainda dado ao trabalhador assentado pela Reforma Agrária.

Além das dificuldades de acesso ao crédito ou incentivos, famílias de agricultores vivem precariamente em casas sem saneamento básico, enfrentam a falta de atendimento de saúde, de escolas para os filhos, transporte para escoar a produção e para levar os filhos às escolas. O resultado de tudo isso é a desagregação familiar, violência no campo, alcoolismo e abandono dos pequenos lotes.