No cultivo da acácia, do arroz ou
da soja, a pretensão é de se plantar lavouras
pelos milhares de hectares do lavrado, o que torna perceptível
o incentivo ao latifúndio e à monocultura,
causando danos ambientais irreversíveis.
Abandonados à própria sorte,
os agricultores familiares de Roraima, sem apoio para produzir,
sobrevivem nos assentamentos da reforma agrária e
da colonização, sem poder escoar ou comercializar
o pouco que produzem.
Em especial constata-se a realidade dos
trabalhadores da colonização, que sequer recebem
do Governo Federal o pequeno reconhecimento ainda dado ao
trabalhador assentado pela Reforma Agrária.
Além
das dificuldades de acesso ao crédito ou incentivos,
famílias de agricultores vivem precariamente em casas
sem saneamento básico, enfrentam a falta de atendimento
de saúde, de escolas para os filhos, transporte para
escoar a produção e para levar os filhos às
escolas. O resultado de tudo isso é a desagregação
familiar, violência no campo, alcoolismo e abandono
dos pequenos lotes.